Quando tudo era meio que mato, a pioneira da consultoria de estilo Alyce Parsons entrevistou vários consultores para entender o que eles estavam usando como referência para encontrar os estilos das suas clientes. Nessa pesquisa, Alyce encontrou alguns padrões, uniu isso aos seus estudos sobre Eneagrama e organizou todas as ideias em um método que, hoje, é o mais usado entre as consultoras, pelo menos como ponto de partida: o dos 7 estilos universais.

De acordo com o método desenvolvido por Alyce, os 7 estilos são: romântico, clássico/tradicional, elegante/sofisticado, casual/natural/esportivo, sexy, criativo e moderno/urbano.

Eu também já utilizei bastante esse método, mas com o passar dos anos, fui percebendo 3 coisas que me fizeram deixá-lo de lado: a primeira é a existência de um oitavo estilo. A segunda é que as ideias partiram de conceitos eurocêntricos e patriarcais de beleza, elegância e delicadeza. E a minha terceira percepção é a de que mais importante do que qualquer nomenclatura é o que ela organiza.

Saber qual desses é o meu estilo pode ser útil?

Quanto mais eu trabalho com consultoria de estilo, mais certeza tenho de que quem quer se entender com o próprio armário não precisa de rótulos. Eles mais atrapalham do que ajudam.

Esse tipo de informação é útil – em alguns casos – para quem trabalha na área. No meu trabalho, eu parto da premissa que quem quer se entender melhor com o próprio armário não precisa de rótulos. Portanto, essas classificações só podem ser úteis para as consultoras de estilo, e não para as clientes.

Mais importante do que descobrir em qual rótulo você se encaixa, é entender quais elementos e influências fazem sentido na sua vida e de quais maneiras o seu estilo se manifesta.

Já tenho essa informação. O que posso fazer com ela?

Quem já sabe em quais dos 7 estilos universais se encaixa não precisa se submeter ao apagamento de memória de Clementine e Joel, de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. Mas realmente não há motivo para se privar de nenhuma tentativa e experimentação de guarda-roupa só porque seu estilo principal foi identificado como Criativo e calhou de você se apaixonar por um vestido que tem tudo a ver com o estilo Sexy. Se você é consciente do próprio estilo e curtiu a peça, certamente ela tem algo a ver com você.

É muito mais frutífero ignorar os rótulos e pensar em quais informações e elementos se repetem na sua vida: cores, estampas, materiais, linhas, etc. Até porque, você pode estar dentro da classificação Sexy e odiar onça, por exemplo. Tenho várias clientes assim!

Então, mais útil do que uma consultora te contar em quais dos 7 estilos universais você se enquadraria é ela explicar quais informações dentro de cada estilo realmente se conectam com o seu, quais não têm muito a ver, e como se beneficiar disso em cada ambiente que você circula. O trabalho de consultoria de estilo é sobre isso, afinal.

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