A treta eterna da moda: minimalismo, porque tá todo mundo cansado de ver um monte de cor e estampa, além das misturas loucas e do esforço pra coordenar tudo isso ou maximalismo, porque é uma forma de expressar todo o seu potencial artístico pela forma como você veste?
Essas 2 correntes vão se alternando e às vezes coexistindo na moda desde sempe, mas nos últimos anos parece que o maximalismo tá com mais força nesse cabo-de-guerra. Aquela proposta meio go big or go home.
Minimalismo vs Maximalismo
Quando a gente fala de estética, minimalismo e maximalismo nada têm a ver com a quantidade de coisas que se veste e sim com as informações.
Um look minimalista tende a ter menos cores, porém materiais mais estruturados e modelagens mais arquitetônicas que podem chamar tão ou mais atenção do que algumas peças sequinhas em cores e estampas misturadas.
Apesar de muitas vezes se ater a uma cartela mais neutra, a estética minimalista se trata de explorar as formas – inclusive de forma exagerada – trazer mais estrutura e brincar com as proporções.


Por mais controverso que pareça, algumas pessoas que curtem essa estética minimalista acabam tendo muito mais peças do que a galera que vai com força total pro lado do maximalismo – já que quando você perde o medo de misturar informações e brincar com as possibilidades, menos peças rendem muito mais possibilidades.
Já o maximalismo se trata de explorar as estampas, as misturas, as cores e as incontáveis possibilidades em uma mesma roupa – sem medo do excesso.


Maximalista na vida real
Em um primeiro momento, parece difícil se apropriar do maximalismo no dia-a-dia. Especialmente em alguns lugares, a estética pode chegar ao limite da fantasia. Mas dá pra dosar!
Um jeito fácil é escolher uma peça que carrega essa mistura de informações em seus recortes. Dessa forma, você não precisa se preocupar tanto como a quantidade de misturas e ainda tem uma peça que serve de elemento de transição para misturas que talvez você tivesse medo de tentar:


Peças de transição: um truque para looks maximalistas
Ter elementos em comum entre as peças ou lançar mão de uma “peça de transição”, como eu expliquei no vídeo, é outra estratégia útil…


A distribuição de informações no estilo minimalista
Não é regra, mas ajuda: quanto maior o número de informações em termos de cores e estampas, melhor a distribuição entre eles.
Ou seja, variar o tamanho dos desenhos e também os espaços que essas peças ocupam no look ajuda bastante.

No look acima, também vemos que a cartela deé limitada a poucas cores coloridas, além do preto, branco e jeans mais neutro. Como expliquei no vídeo, não é uma regra, mas pode ajudar se você ainda tá começando a explorar as misturas.
Nesta foto, a proporção entre estampas mais ousadas em modelagens mais simples também funciona como exemplo de ponto de partida para quem tem vontade, mas ainda sente algum receio em ousar.