Comprar roupas novas pode parecer um hábito inofensivo, mas ganha proporções maiores quando olhamos para os impactos dessa prática no meio ambiente. Da utilização de recursos naturais à produção de lixo, passando também pela emissão de carbono, as consequências da produção, consumo e descarte de cada blusinha em promoção são sérias.

De acordo com o relatório Pulse of the Fashion Industry, elaborado pela Global Fashion Agenda, só em 2015 a indústria da moda foi responsável pela emissão de 1.2 bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera  – 21 vezes mais do que os setores de aviação e navegação juntos. O número representa 5% das emissões totais naquele ano, e deve aumentar. O crescimento da produção estimado para 2030 deve fazer com que a contribuição da moda para a crise climática e o colapso ambiental cresça 63%, também de acordo com a Global Fashion Agenda.

Então, em vez de comprar um vestido novo para cada casamento das 23 primas de segundo grau, ou de investir em casacos pesados de inverno para viajar e depois deixá-los no fundo do armário por 3 anos, que tal pegar peças emprestadas e devolvê-las após o uso? É o que propõem os guarda-roupas compartilhados, opções mais sustentáveis para o meio ambiente e também para o bolso.

Guarda-roupa compartilhado: como usar

Com um acervo diversificado, tanto em termos de estilo quanto de tamanhos, o guarda-roupa (ou armário) compartilhado funciona mais ou menos como as antigas vídeo-locadoras – aliás, saudade de alugar dois filmes na sexta-feira e rebobinar antes de devolver pra não pagar multa.

No guarda-roupa compartilhado, as clientes pagam uma assinatura mensal ou quinzenal, e podem usar uma quantidade de peças pré-determinada. Geralmente, o número de empréstimos varia de acordo com o valor do plano escolhido. É possível acrescentar as próprias roupas ao acervo e, em alguns casos, sequer é preciso ir até a loja para escolher o que vestir – todas as opções estão disponíveis pela internet, e há também serviço de entrega e retirada. A loja ainda se responsabiliza pela higienização das peças.

À primeira vista pode parecer com as lojas de aluguel de roupas de festa, mas no guarda-roupa compartilhado, além de você pagar um pacote de locações por período, ainda há mais diversidade. É possível encontrar peças para trabalhar, viajar ou passear, sem a formalidade nem os tules e paetês dos vestidões para casamento.

Guarda-roupa compartilhado: onde encontrar

Iniciativas de guarda-roupa compartilhado têm se disseminado para além das capitais brasileiras. Veja algumas das opções em diferentes estados do país:

  • Amiga, me empresta? (Curitiba-PR) – As clientes podem escolher planos que vão de uma peça ao mês até o plano máximo, que oferece uma quantidade ilimitada de roupas;
  • Apto.265 (Santos-SP) – Atende via WhatsApp e nasceu para ser “o closet da sua melhor amiga, só que com um acervo bem maior”;
  • Armário Compartilhado (Belo Horizonte-MG) – Sabe aquele vestido de festa maravilhoso que você só usa uma vez por ano – ou nem isso? Você pode botar a peça pra jogo no Armário Compartilhado, que tem um acervo repleto de roupas de festa cheias de glamour;
  • Bump Box (Sudeste e Sul do Brasil) – Para você não precisar de um guarda-roupa novo para os meses de gravidez, a Bump Box oferece boxes de aluguel de roupas para gestantes e também opções de peças que facilitam a amamentação;
  • Dress Magia (Florianópolis-SC) – Como o nome já antecipa, todo o acervo é composto por vestidos, dos mais formais aos casuais;
  • Nosso Closet Clube (Niterói-RJ) – A iniciativa mistura brechó online, closet compartilhado e feira de troca;
  • Roupateca (São Paulo-SP) – Tem opções de planos mensais ou quinzenais, serviço de entrega e retirada e fotos das peças no site.

Conhece algum guarda-roupa compartilhado que não tá nessa lista e merece indicação? Divide com a gente!

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