Há algumas semanas, comecei a jornada “Mulheres que Correm com Lobos”, que a Juliana Garcia está comandando.
O primeiro encontro foi sobre o conto La Loba. A velha sábia que recolhe ossos e os devolve a vida.
Como a autora do livro aponta, ‘La Loba faz um paralelo com os mitos universais nos quais os mortos são ressuscitados.”
Além de nos fazer refletir sobre aquelas coisas que deixamos morrer pelo caminho, que podemos e precisamos trazer à tona para resgatar a nossa essência, o conto também fala sobre o que deve ser deixado também. É um conto sobre a nossa grande tarefa de “permitir a morte àquilo que deve morrer, e a vida ao que deve viver.”
Confesso que isso me deu uma baqueada – e por isso acabei quase não enviando e-mail na semana retrasada e sumi completamente na semana passada.
Mas por que estou resgatando isso hoje, se foi um processo relativamente doloroso? Porque se estilo é uma tradução da nossa essência, é um contar pro mundo o que somos e como estamos, esse tipo de reflexão é essencial para que a gente construa uma imagem bacana e conectada.
Eu já levantei por aqui a questão do quanto nosso estilo tem de externo ou interno e de como precisamos lidar com isso, mas também acho importante pensar no quanto a gente se apega às coisas que não precisamos mais ser. E ter, se pensarmos no caso do armário.
São essas coisas que entulham nossas gavetas, que escondem aquelas peças que temos de mais bacana. Que escondem as nossas melhores características também.
São as coisas que não precisamos mais, que estão na nossa frente e nos apegamos apenas pelo medo de deixar algo ir embora. Pelo medo de deixar morrer, mesmo que a nossa existência seja um eterno ciclo de vida-morte-vida.
Você anda nessas também?
Se sim, eu te proponho me acompanhar em um exercício que eu mesma vou fazer nos próximos dias. Que tal refazer o processo de analisar o armário, mas olhando para as histórias por trás de cada peça?
O que a história por trás do objeto diz? O que representa? Que momentos essa peça lembra? Como ela entrou na sua vida? Quando?
O objetivo aqui é encontrar quais esqueletos no armário podemos reviver, porque essa é nossa tarefa também, e os que já podemos deixar ir.
Se você topar me acompanhar nessa, me dá um reply nesse e-mail contando a experiência?
COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER QUANDO
quer entender o conto La Loba antes de entrar nesse rolê
Esse conto faz parte do livro “Mulheres que correm com os lobos”, da Clarissa Pinkola Estés, leitura obrigatória na cabeceira de toda mulher que quer retomar (e manter) o contato com a sua essência.
precisa entender o que é seu e o que é do outro no seu estilo, antes de se jogar nessa
Eu já levantei a reflexão sobre se o seu estilo é seu mesmo em outra conversa.Você pode reler aqui.
não sabe bem como reviver aquilo que tá no seu armário
Acontece. Algumas peças parecem esqueletos prontos para ir embora e a gente não desapega porque no fundo sabe que há esperança. Esses dias, andei resgatando algumas peças do armário das minhas atuais clientes, entre elas essa saia linda aqui.
Às vezes, o problema tá no ajuste – e eu falei sobre isso no blog no começo da semana.
Às vezes, o que a gente precisa é só de um olhar externo. Se esse é o seu caso, dá uma olhada no vídeo de ontem, em que eu citei 5 momentos em que é bacana fazer uma consultoria de imagem.
PRA SE SENTIR BEM
Vem comigo e dá o play em uma das músicas que mais me coloca em clima de resgatar a força quando anda em baixa. Essa voz, esse arranjo, esse refrão… Pode aumentar o volume sem medo de ser feliz.
*este texto foi originalmente enviado para as mulheres que assinam a minha newsletter. Se você também quiser receber textos especiais e saber de cursos, workshops e outras novidades antes de todo mundo, além de desentulhar esse armário, baixe o e-book e assine a lista aqui.
Imagem: Josh Felise via Unsplash