Eu recebi muitas respostas sobre a minha proposta da semana passada (de rever as histórias por trás das peças e fazer uma limpa diferente no armário), por isso nada mais justo do que contar como foi o meu processo.
Sempre preferi fazer essas limpas em uma tacada só, mas dessa vez me permiti uma enroladinha e fui fazendo aos poucos… Tirei algumas peças na quinta, outras na sexta, outras no sábado e lá se foi uma sacolona cheia.
Yeap, eu tirei uma sacola cheia de roupas do meu armário que já cabia em uma mala de viagens.
Acontece que o princípio de Pareto é implacável e funciona também em armários– até nos menores deles, provando que mesmo quando a gente tem pouco, ainda tem mais do que o suficiente.
E eu ainda não considero essa “limpa” como completa.
Sanfona que sou, extrapolei todos os meus limites de peso e engordei consideravelmente nos últimos 6 meses – o que fez com que 1/3 do meu armário (se não metade) não esteja exatamente cabendo. E confesso que nem sei se vou encarar mais uma dieta para que meu corpo caiba logo nessas peças ou se vou na manha, com poucas alterações, e deixo que ele se autoregule num processo muito mais demorado, a la Sophie Deram.
Essa é uma questão que me deixou ainda mais dividida depois que eu li essa história. Pensei muito nos esqueletos do meu armário que só estavam ali fazendo com que eu me recriminasse, com que eu pensasse mais no que não me agrada do que naquilo que eu tenho de valor. Aí, não dá, né?
O que eu fiz, então, foi olhar principalmente para as peças que não me servem e pensar no que elas me lembravam, o que elas representavam e se eu quero mesmo que elas tenham todo esse moral caso eu volte a vesti-las em alguns meses.
As que eu acho que merecem estar aqui, mas não me servem agora, ficaram numa pilha de espera: se em 6 meses a situação não melhorar, mesmo que eu resolva ir pelo caminho da dieta restrita depois, vão embora. A gente não precisa ser tão radical e pode, sim, ter uma pilha (ainda que pequena) de espera para aquelas peças que geraram muita dúvida.
Isso não quer dizer que todas as roupas antigas foram limadas. A saia que eu dancei no aniversário de 15 anos de uma amiga (que milagrosamente ainda cabe,god only knows) e que acabou virando meu coringa para festões tantos anos depois, sobreviveu a mais essa.
Se você tem alguma peça aí que ama muito, que tá em ótimo estado e que funciona perfeitamente na sua vida, mesmo depois de todos esses anos, não precisa mandar embora só porque ela já está aí há algum tempo.
Do meu processo, só não posso dizer que andei resgatando muitos daqueles esqueletos que mereciam reviver, porque apesar dessa questão do peso restringir algumas possibilidades, eu de fato uso as peças que tenho e me servem… O que aconteceu de diferente foi pensar em coordenações que nunca haviam me passado pela cabeça antes. E essas vieram de forma natural. Depois que comecei a fazer a limpa, de repente passei a ter novas ideias na hora de me vestir.
Você fez essa experiência aí também? Me responde esse e-mail contando como foi pra você!
COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER QUANDO…
tá numa pegada de remexer a vida e atingir objetivos
Uma das coisas que eu mais vejo as pessoas movimentando nesses tempos é a vida profissional. Apesar dos pesares, tô vendo muita gente cuidando do currículo e correndo atrás de novas e melhores oportunidades (e conseguindo!). Uma mão na roda pra essa busca é o Linked In, por isso continuei o assunto de algumas semanas atrás e falei sobre as roupas na foto do seu perfil, no vídeo de ontem. Clica aqui pra ver!
tá meio na dúvida se vale resgatar mesmo um dos esqueletos que você mais adora
Eu já passei por muitos armários e vira e mexe tem alguma peça que representa muito a sua dona, mas fica limitada a algum conceito do tipo “só posso usar em determinado dia ou com tal combinação”.
Anjinhos morrem quando ouvem isso, então, mais uma vez, suplico: comecem a colocar suas peças mais queridas pra jogo! Esses dias mostrei no insta a alegria de uma cliente ao descobrir que poderia usar as suas camisetas de banda queridíssimas em ocasiões que não fossem shows de rock (e também sem se limitar ao look todo preto). Vem ver aqui que isso é possível!
PRA CELEBRAR OS ESQUELETOS REVIVIDOS
Essa música é antiiiiga mas ela sempre figura nos meus mixes do Youtube. É gostosinha, é animada, é de dar o play e sair dançandinho com aquelas peças e coordenações que a gente redescobre por aí. Abraça aquela blusa maravilhosa que você achou caída no fundinho do armário e bota pra andar na luz do sol contigo!
*este texto foi originalmente enviado para as mulheres que assinam a minha newsletter. Se você também quiser receber textos especiais e saber de cursos, workshops e outras novidades antes de todo mundo, além de desentulhar esse armário, baixe o e-book e assine a lista aqui.
Imagem: Francis Duval via Unsplash
[banner group=’mcin’]