Em algum momento do final de semana, enquanto zapeávamos pelo Netflix, o Gustavo resolveu ver qual é que era a daquela série Orphan Black. Eu já tinha ouvido falar muito bem dela, mas nunca tinha realmente me animado a ver. E não é que a série é boa?
Olha, é muito boa! Suspense daqueles que você não consegue desgrudar da tela até acabar. Daquelas séries que você precisa ver “só mais um episódio” e de repente vira “Só mais essa temporada”, sabe?
O enredo é sobre uma mulher que presencia o suicídio de uma desconhecida super parecida com ela, daí ela resolve assumir a identidade da falecida.
Acontece que como eu não sei desligar e olhar nenhuma imagem sem interpretá-la, vi a série como um prato cheio pra analisar como o estilo pode mudar uma pessoa, já que a mesma atriz interpreta as 2 personagens.
É muito bacana ver na prática como a linguagem visual pode ser usada pra atingir objetivos completamente diferentes e como a gente sempre pode ser quem a gente quiser mudando só um acessório. Por isso é tão importante ter a clareza do que a gente quer/precisa comunicar.
Ainda que o seu humor já seja suficiente pra mudar a maneira como você quer interagir com o mundo, todo o contexto tem que funcionar pra não ficar esquisito – personalidade, linguagem corporal, jeito de falar e agir, estilo de vida, etc.. Se você não tem o treinamento de uma atriz (a Tatiana Maslany, aliás, merece Tocantins inteiro pela sua atuação) para interpretar cada um desses possíveis papeis, o tiro vai sair pela culatra e a sua linguagem corporal vai deixar claro que alguma coisa ali não está verdadeiramente encaixada.
Aí eu te pergunto: você tem clareza do que quer/precisa comunicar? Já definiu esse ponto de partida?
Esse é o primeiro passo para realmente se entender com esse negócio chamado estilo.
COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER QUANDO
quer ver na prática o impacto da aparência em como a gente percebe alguém
Dá uma chance pra essa série e olha com carinho para a composição de cada personagem. Já tem 4 temporadas no Netflix te esperando. Só não me culpa se você ficar com dor no corpo por não conseguir desapegar da maratona! 😛
acha que essa profundidade toda no cuidado com a aparência não é pra você
Muita gente deixa de cuidar do próprio estilo por se convencer que aquilo não é pra si e que precisam atingir outro patamar (de beleza, social, de vida). No vídeo da semana eu explico sobre como essas crenças limitantes impactam a sua relação com o seu armário, listo as mais comuns e te ensino a identificar outras delas. Clica pra ver!
PRA CELEBRAR TODAS AS POSSIBILIDADES
Mesmo quando a gente tá em contato com a nossa essência, ninguém é uma coisa só o tempo todo. O humor, a ocasião e as necessidades podem trazer à tona papéis distintos e isso é bom também.
Pra celebrar isso, dá o play nessa antigona que tocou na série, canta alto e se liberta!
A gente se vê na semana que vem.
*este texto foi originalmente enviado para as mulheres que assinam a minha newsletter. Se você também quiser receber textos especiais e saber de cursos, workshops e outras novidades antes de todo mundo, além de desentulhar esse armário, baixe o e-book e assine a lista aqui.
Imagem: BBC